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Você mulher, que é portadora de Endometriose ou seja, esteja entre 1 em cada 10 mulheres, é muito importante que você, tendo conhecimento do Perfil Psicológico Próprio das Portadoras, você possa se proteger e se curar.
 
O longo convívio com as portadoras de Endometriose despertou nossa atenção para um “PERFIL PSICOLÓGICO PRÓPRIO” dessas mulheres tão especiais, motivando-nos a pesquisar sobre o assunto e a real necessidade de comprová-lo cientificamente por meio de um questionário elaborado especialmente para tal, o qual foi submetido a análise rigorosa de métodos estatísticos, tendo sido demonstrado em trabalho controlado de pesquisa inédito, apresentado e aprovado pela ACADEMIA MINEIRA DE MEDICINA.

Para uma melhor compreensão, esclarecemos que no conceito clássico de que “ENDOMETRIOSE É A PRESENÇA DE ENDOMÉTRIO, GLÂNDULA E/OU ESTROMA, FORA DA CAVIDADE UTERINA, o que nem sempre significa doença, pois pesquisas científicas e estudos multicêntricos realizados em grandes grupos populacionais chegaram a conclusões importantes, as quais permitiram enunciar um conceito moderno de Endometriose como “UMA DESORDEM GENÉTICA DE HERANÇA POLIGÊNICA E MULTIFATORIAL”.

Questionada pela primeira vez durante o
6th World Congress on Endometriosis em 1998, Quebec, Canadá, se não seria também um EPIFENÔMENO continuou considerada somente como DOENÇA.
 
A bem da verdade, a vemos sob os dois aspectos, Doença e Epifenômeno, aos quais incorporamos um terceiro conceito: FENÔMENO.

Assim, reconhecemos a Endometriose sob a forma de três tipos clínicos:
FENÔMENO, EPIFENÔMENO e DOENÇA.

Como DOENÇA, podemos compará-la como um RAIO que machuca ao atingir uma pessoa. Para que ocorra o RAIO é necessário que haja o FENÔMENO CHUVA
  também o EPIFENÔMENO TEMPESTADE.
 
Assim também ocorre no ciclo menstrual, onde existe a menstruação retrógrada em 90% das mulheres em idade menstrual nas quais 79% de células endometriais são viáveis, ou seja, capazes de se implantarem e se desenvolverem em outro sítio que não a cavidade uterina, o que permitiria a aderência dessas células aos tecidos pélvicos em 71% da população feminina e isso seria uma ocorrência natural, um FENÔMENO NATURAL.

Contudo, o organismo tem capacidade de destruir e absorver tal conteúdo menstrual, quando em quantidade aceitável e em condições normais. Na ausência de tais condições, ainda que ocorresse em 71% das mulheres, sabe-se que apenas uma parcela iria aderir e manter temporariamente tais implantes, isso porque, uma vez ocorrida a implantação, 47% de todas as lesões não tratadas teriam na sua evolução natural a senescência e o desaparecimento ao final de sete a dez anos, consequentemente não evoluindo para doença, RAIO.

Tal raciocínio nos permite supor que 33% de toda a população em idade menstrual seria portadora, temporariamente, de implantes sem sintomatologia e sem achados físicos ao exame clínico ou mediante propedêutica tradicional não invasiva, portanto, uma ocorrência natural, um “FENÔMENO”. 

EPIFENÔMENO (
epi, do grego= posição superior, sobre).
Médico: acontecimento excepcional, acidental ou secundário, que se verifica durante surto mórbido.    .
Algumas mulheres, durante a vida, teriam implantação de tecido endometrial ectópico que não acarretaria às portadoras transtornos físicos próprios da Endometriose e, em especial, não interferindo de modo significativo sobre a  fertilidade, uma vez que, na ausência de sintomas perceptíveis, os achados físicos mínimos encontrados durante cesarianas, laparotomias ou laparoscopias para esterilização tubária, não teriam ou seriam de significação clínica.
 
Tais implantes desse grupo teriam uma evolução diferenciada do grupo Fenômeno, apesar de um tempo maior para involuírem. Suas portadoras poderiam apresentar condições que favorecessem a doença, com poucos sintomas dolorosos e alterações mínimas sobre a fertilidade, que poderiam passar despercebidos, devido ao pouco ou nenhum conhecimento, a não ser para o PROFISSIONAL PROFUNDO CONHECEDOR de tal ocorrência, o que raramente acontece.

Neste caso a doença não se desenvolveu devido a mecanismos protetores que pudessem acontecer, como contracepção hormonal, mesmo sem o desejo médico de bloquear tais implantes, seja por desconhecimento dele, seja pela falta de sintomatologia própria da paciente, além de outros como gravidez precoce, aleitamento prolongado, inclusive certo tipo especial de influência materna e/ou paterna na vida dessas mulheres, terapias hormonais que pudessem ser utilizadas em grupos próprios de risco, servindo como prevenção ou controle
  protetor contra a evolução para a Endometriose.


Nesse caso, não mais seria uma chuva sazonal, mas uma tempestade com relâmpagos e trovões, que seria atentamente observada pelo médico e a paciente com bastante atenção e cuidado.

 

Se o vento leva as nuvens para longe, transforma-se em chuva, portanto, num FENÔMENO NATURAL como exposto anteriormente e tende a desaparecer. Caso contrário, se o vento traz as nuvens para cima da pessoa e um raio a atinge, tal fato causaria a DOENÇA tal como a conhecemos. Para que isso ocorra, há necessidade da conjunção de vários fatores, como o GENÉTICO, aliado a mecanismos imunológicos, hormonais, enzimáticos, químicos e ambientais, dentre outros, e sob forte influência de um PERFIL PSICOLÓGICO PRÓPRIO que, por sua vez, decorre de uma PERSONALIDADE HERDADA, 50% GENETICAMENTE e os outros 50% DECORRENTES DE MÚLTIPLOS FATORES EXTERNOS, conforme já observado em irmãs, apresentando 50% de genoma igual e risco genético de desenvolvimento da doença de 520% de chance a mais e 12,5 de mesmo genoma em primas, com risco genético médio de desenvolvimento da doença de 150% a mais, o que reflete LIABILIDADE GENÉTICA e possível TRANSMISSÃO MITOCONDRIAL.

 

Estas considerações têm por finalidade trazer maiores esclarecimentos para  melhor compreensão do ”PERFIL PSICOLÓGICO das PORTADORAS de ENDOMETRIOSE”.

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Dr. Jorge Safe
Centro Avançado em Endometriose