“Chip da beleza”: O conceito de beleza é amplo e varia em função da cultura, idade e processo de envelhecimento. Pode ser uma busca sem fim, em um mercado cheio de promessas

Beleza é um substantivo feminino e pode ser definida como uma perfeição agradável à vista, que cativa o espírito, uma mulher formosa por exemplo! 

Este conceito é variável de acordo com a cultura e opinião pessoal. Por que não dizer que ela varia em função da idade?

O que é belo para uma pessoa, pode não ser para outra.

Tenho certeza de que todos conhecem a Barbie, atualmente com 62 anos. Embora tenha sido baseada em uma boneca alemã, o seu sucesso mundial fez com que o seu corpo magro e longilíneo fosse referência de beleza durante todos estes anos. 

Parece que este padrão no Brasil continua igual, apesar do advento dos modelos plus size (GG).

O Brasil ultrapassou os Estados Unidos e se tornou o país que mais realiza cirurgias plásticas no mundo. 

Os dados são de uma pesquisa da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), divulgada em dezembro de 2019. De acordo com o levantamento, só em 2018 foram registradas mais de 1 milhão e 498 mil cirurgias plásticas estéticas em nosso país, além de mais de 969 mil procedimentos estéticos não-cirúrgicos.

Imagine quanto movimenta este mercado pela busca do padrão ideal de beleza!

As mídias sociais são uma das responsáveis em alavancar ainda mais a busca das mulheres pelo padrão de beleza ideal neste século. Uma tarefa que tem se mostrado  cada vez mais difícil para a mulher brasileira. A jornada tripla (trabalho, filhos e lar), o estresse,  a alimentação inadequada e a falta de tempo para se exercitar fizeram com que muitas mulheres começassem a acreditar em MILAGRES através de cirurgias, procedimentos estéticos e uso de medicamentos como o “Chip da beleza”.

O “chip” da beleza, que na verdade é um implante hormonal, não pode carregar esta responsabilidade, como percebo no dia-a-dia das mídias sociais.

Os chips podem ser definidos, de acordo com a língua portuguesa, como um circuito eletrônico miniaturizado, construído sobre uma fina superfície, que contém materiais semicondutores e outros tipos de componentes. 

Os chips foram desenvolvidos para substituir algumas funções específicas. Desta forma, eles já foram utilizados na Medicina, por meio da implantação subcutânea, com o objetivo de ajudar no controle da liberação de hormônios. No entanto, os funcionamentos desses chips sofriam interferências e poderiam trazer diversos problemas, não tendo sido liberados para uso.

Mesmo assim, o termo “Chip da beleza”, ainda é muito utilizado, quando na verdade deveríamos falar do implante hormonal (tubet inserido abaixo da pele que libera hormônio), principalmente, à base de Gestrinona, um progestágeno, semelhante à Progesterona, desenvolvido para tratar a Endometriose, Adenomiose, Miomas e o sangramento uterino irregular da mulher.

Ele apresenta características capazes de estimular a perda de gordura localizada e aumentar a massa magra (ganho de músculo) na vigência de exercícios físicos. Ele ainda é capaz de aumentar o vigor físico, energia e libido, além de melhorar a TPM e sintomas da pré-menopausa. Sabemos que, após os 40 anos, as mulheres sofrem alterações hormonais que desencadeiam inúmeros processos em seus organismos, como a dificuldade de ganho da massa magra, perda de energia e diminuição da libido. 

Sendo assim, os implantes hormonais com Gestrinona podem oferecer o que prometem, sendo uma boa alternativa, apesar do seu alto custo, se indicado com bom senso, em pacientes muito bem selecionadas. Não deixe de consultar o seu Ginecologista, antes de tomar esta decisão. Afinal, cada pessoa pode responder de forma diferente a uma mesma medicação. 

Lembrem-se que não são isentos de efeitos colaterais e que a dosagem capaz de gerar benefícios médicos não é a mesma capaz de gerar benefícios estéticos!

Eu acredito no uso do implante, segundo uma indicação médica,  em que a paciente poderá se beneficiar dos efeitos estéticos como bónus.

Gustavo Safe