ENDOMETRIOSE TEM CURA? (Por Dr. Jorge Safe)

ENDOMETRIOSE TEM CURA?

As portadoras de Endometriose são mulheres especiais com um Perfil Psicológico Próprio que as distingue das demais mulheres não portadoras.

Procuram incessantemente informações sobre  o que sentem, enfim, a possibilidade de terem Endometriose e, ao acessarem a INTERNET, numa procura de esclarecimentos, acabam ficando estigmatizadas pelo enunciado bastante atemorizador expresso no GOOGLE:

 

“ DOENÇA QUE NÃO TEM CURA. SÓ CONTROLE!”

 

Questionamento:

Se até vários tipos de câncer, uma doença malígna, têm cura, porque a Endometriose, uma doença benígna, apesar de muitas vezes apresentar-se  complexa, sobretudo, nas formas mais avançadas, não ter cura, só controle?

 

Explicamos:

“O que é extirpado não volta” ( Harry Reach- Jorge Safe)

 

O que “volta” na realidade é doença não extirpada(portanto, deixada) quando da realização de procedimentos cirúrgicos visando tratamento cirúrgico que, por vários motivos, fato comum em cirurgias prévias, acontece com grande frequência devido a diversos fatores, motivo pelo qual o procedimento cirúrgico deve ser realizado por PROFISSIONAL HABILITADO, EXPERIENTE, CONHECEDOR PROFUNDO DA DOENÇA e CAPACITADO.

 

Consideramos,portanto:

Uma conotação subjetiva:

Paciente capaz de levar uma vida normal, com qualidade de vida, sem restrição a qualquer atividade. Sem sintomatologia dolorosa!!!! Paciente que engravida!!!!

 

Uma conotação objetiva:

Realização de algum procedimento cirúrgico sem evidencia(visualização) da doença durante o mesmo (cesariana, ligadura de trompas,  cirurgias de apêndice, vesícula, etc…)

 

Além disso, acreditamos que da mesma forma que cura em câncer é a ausência de recidiva durante um período de 10 anos(5 anos de controle), todas as pacientes que tiveram Endometriose   permanecendo assintomáticas após cirurgia por um período de 5 anos ou até a menopausa terão uma cura clinica subjetiva/objetiva.

 

O PERFIL PSICOLÓGICO DAS PORTADORAS DE ENDOMETRIOSE possui características próprias diferentes das mulheres do grupo controle(sem Endometriose ou portadoras de EPIFENÔMENO), o que favoreceria o início, desenvolvimento e persistência, explicando inclusive a Infertilidade que acompanha tais pacientes.

 

  O “EPIFENÔMENO” seria a Endometriose classicamente definida (doença local) em mulheres com um PERFIL PSICOLÓGICO PRÓPRIO bem próximo das portadoras da doença, destas diferindo devido a FATORES CLÍNICOS DETERMINANTES, o que levaria a AUSÊNCIA de sintomatologia clássica ou  suas conhecidas consequências sobre a saúde feminina( queixas subclínicas,  e/ou inclusive Sub- Fertilidade).

 

EPIFENÔMENO X DOENÇA

O fator genético no Epifenômeno e  na Doença pode apresentar-se diferente, o que influenciaria na evolução.

Fatores de risco genético podem diferir sintomas dolorosos e sub-fertilidade do Epifenômeno, do quadro  clássico da Doença.

 

CONCLUSÃO  FINAL

Endometriose é uma “Doença sistêmica com manifestações locais consequente a uma desordem genética de herança poligênica e multifatorial“(fatores genéticos, imunológicos, hormonais, enzimáticos e químicos), além de influências ambientais, especialmente em mulheres com um determinado “PERFIL PSICOLÓGICO PRÓPRIO” (Jorge Safe).

 

Posted in Artigos, Entrevistas

Leave a Comment